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A verdade sobre os antibióticos

De um lapso de memória nasceu uma das mais poderosas armas da medicina contra infecções bacterianas. É assim que pode ser descrita, em poucas palavras, a descoberta da penicilina em 1928, pelo bacteriologista inglês Alexander Fleming. O cientista trabalhava no Hospital St. Mary, na Inglaterra, onde observava o comportamento de uma cultura de Staphylococcus aureus, a temível bactéria que causa infecção generalizada.



Um dia, Fleming saiu de férias e esqueceu, em cima da mesa do laboratório, uma de suas placas de cultura, com amostras do estafilococo. Ao voltar, ele notou que o mofo parecia ter produzido uma substância que conseguira atacar a bactéria. Logo, concluiu que essa mesma substância poderia ser utilizada para impedir o desenvolvimento de outras bactérias. Como o fungo chamava-se Penicillium notatum, Fleming batizou a tal substância de penicilina.

“Há 70 anos, qualquer pessoa podia morrer de meningite ou pneumonia. Embora essas doenças continuem matando, conseguimos curar grande parte delas. E isso se deve, principalmente, ao uso dos antibióticos”, afirma o infectologista Marcelo Simão Ferreira, presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI). “Claro que a cura de uma infecção não depende só do antibiótico. Depende também do sistema de defesa do hospedeiro. Em pessoas com câncer, os antibióticos atuam muito menos”, ressalva.

Mais que depressa, Fleming isolou o fungo e descobriu que a penicilina era capaz, sim, de matar outros tipos de bactéria. E mais: por não ser tóxica para o corpo humano, poderia ser usada como remédio. “Antes da descoberta da penicilina, os cientistas tentaram de tudo: de sais de ouro a bismuto. As bactérias eram combatidas quase que por seleção natural”, observa o toxicologista Sérgio Graff, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

O RISCO DAS INFECÇÕES

Alexander Fleming inaugurou uma nova era dentro da medicina: a dos antibióticos. Graças a ele, milhões de soldados feridos durante a Segunda Guerra Mundial foram salvos. O termo antibiótico vem do grego e significa: “contra a vida”. A dos micro- -organismos, diga-se de passagem. Hoje, alguns especialistas já refutam o termo e preferem “antimicrobiano” a “antibiótico”.

“Os antimicrobianos são usados no tratamento de doenças causadas por agentes microbianos, que podem ser uma bactéria (pneumonia, por exemplo), um fungo (candidíase) ou um vírus (aids). Estas doenças são chamadas de infecções e cada tipo, de acordo com o agente que a provocou, tem um tratamento específico”, afirma a farmacêutica Emília Vitória da Silva, do Centro Brasileiro de Informação sobre Medicamentos (Cebrim), órgão do Conselho Federal de Farmácia (CFF).

Em linhas gerais, os antibióticos podem ser divididos em sistêmicos e tópicos. Segundo Emília, os sistêmicos são aqueles que precisam atingir a corrente sanguínea para exercer sua ação terapêutica. Podem ser administrados por via oral (boca), intramuscular (injeção no músculo), intravenosa (injeção na veia) e aerossol, entre outros.

“Quando você administra um antimicrobiano por via oral, a substância atinge o estômago e passa, através da mucosa estomacal, para o sangue. Por esta, é levada até o seu local de ação, que geralmente é um órgão interno, como garganta ou pulmão”, detalha Emília.

Já o uso tópico de antibióticos acontece quando estes agentes são aplicados diretamente na pele ou mucosas, principalmente em infecções dermatológicas (na pele), oftalmológicas (nos olhos), otológicas (nas orelhas) e ginecológicas (na vagina). “Os antimicrobianos tópicos têm ação localizada e pouca, às vezes nenhuma, quantidade do medicamento atinge a corrente sanguínea”, afirma a farmacêutica.

PERIGO À VISTA

Se Alexander Fleming estivesse vivo, reprovaria o uso indiscriminado de antibióticos. Segundo estimativas de Janaína Sallas, coordenadora da Unidade de Investigação e Prevenção das Infecções e Eventos Adversos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), 40% dos remédios consumidos hoje no Brasil são antibióticos.

Só em 2009, a venda de antibióticos no País movimentou R$ 1,6 bilhão, segundo relatório do IMS Health. “A descoberta da penicilina trouxe indiscutíveis benefícios para a medicina, como elevado índice de cura e a redução no número de sequelas. Mas, por outro lado, quando tomados de maneira abusiva e sem prescrição médica, os antibióticos podem causar reações adversas, efeitos colaterais e, principalmente, resistência microbiana”, alerta Janaína.

Sim, os antibióticos podem salvar vidas, mas podem, também, causar malefícios à saúde. “Há várias contraindicações”, pondera a gastroenterologista Marília de Abreu Silva, coordenadora da Câmara Técnica de Doenças Infecciosas e Parasitárias do Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro (Cremerj). “A principal delas é que grande parte deles pode causar efeitos colaterais, como vômito e diarreia”, pondera.

RESISTÊNCIA MICROBIANA

O maior risco oferecido pelo uso indiscriminado de antibióticos, porém, é a chamada “resistência microbiana”, que piora o quadro infeccioso do paciente e reduz a eficácia do tratamento. “Quando você utiliza um antimicrobiano de maneira inadequada, os micro-organismos desenvolvem uma mutação e se tornam resistentes ao agente antibiótico”, explica Emília Vitória da Silva.

O toxicologista Sérgio Graff chama a atenção para outro aspecto do uso abusivo do medicamento. Ele explica que o corpo humano é colonizado por “bactérias do bem”, que reforçam o sistema de defesa do organismo em lugares estratégicos como a pele e a boca, por exemplo. Entre outras incumbências, as “bactérias do bem” são encarregadas de impedir a proliferação das “bactérias do mal”.

“Quando você toma antibiótico sem prescrição médica, elimina não só as bactérias ruins do seu organismo como as boas também”, alerta o toxicologista. Entre bactérias mortas e feridas, explica ele, salvaram-se as mutantes. “A partir do momento em que dizimei todas as bactérias, as mutantes começam a se multiplicar. E a produzir infecções resistentes a antibióticos”, completa Graff.

Por causa disso, não é raro médicos se depararem com bactérias sensíveis a um único antibiótico. Ou, na pior das hipóteses, a nenhum deles. Quando isso acontece, as infecções vencem a guerra e matam o paciente. “Isso é comum, principalmente nas UTIs, onde se utiliza uma grande quantidade de antibióticos. É por isso que existem antibióticos que a gente nem prescreve mais. Eles já não conseguem mais atuar sobre os micro-organismos”, observa o infectologista Marcelo Ferreira.

VÍRUS: INIMIGO INVENCÍVEL

Embora a origem grega do termo signifique “contra a vida”, os antibióticos não conseguem agir sobre todos os microorganismos. Na grande maioria das vezes, são eficazes contra bactérias e, em alguns poucos casos, fungos e parasitas. “Em doenças virais, por exemplo, eles não têm qualquer eficácia”, assegura Marília de Abreu Silva. Por isso mesmo, a receita médica é imprescindível no ato da compra de antibióticos. Só o médico tem condições de avaliar se uma infecção é bacteriana ou viral. “O paciente não tem como distinguir uma da outra apenas pelos sintomas apresentados. Para você ter uma ideia, tanto infecções virais quanto bacterianas provocam febre no paciente”, observa a conselheira do Cremerj.

Atualmente, os antibióticos só podem ser vendidos com receita médica, mas, na prática, isso não é respeitado. Segundo pesquisa do Conselho Regional de Farmácia de São Paulo, 68% das farmácias do Estado admitem já ter vendido antibióticos sem receita médica. É por isso que a Anvisa propõe a inclusão dos antibióticos na lista dos medicamentos de uso controlado. Com a medida, a sistemática será igual à já adotada para o controle dos psicotrópicos. Além de exigir a apresentação da receita no ato da compra, as farmácias serão obrigadas a recolher dados da prescrição do remédio e, também, a notificar a venda do antibiótico ao Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados (SNGPC).

“A Anvisa tem realizado várias campanhas no sentido de conscientizar a população para o uso racional dos antibióticos. Uma das principais orientações é só fazer uso do antibiótico após a prescrição médica e atender às recomendações de dosagem e tempo de uso do medicamento prescrito”, salienta Janaína Sallas, da Anvisa.

USO CONSCIENTE

De fato, os especialistas são categóricos ao afirmar que não basta ir ao médico aos primeiros sinais de infecção ou, então, só comprar antibiótico com receita médica. É preciso, também, seguir à risca as orientações sobre dosagem do medicamento. “Se o remédio foi prescrito de maneira correta, tem de ser tomado na dose adequada e no tempo certo. Caso contrário, você vai predispor as bactérias a adquirirem resistência contra o antibiótico”, sinaliza Marcelo Simão, da SBI.

“Um dos erros mais comuns — prossegue o infectologista — é o paciente parar de tomar o remédio por conta própria só porque os sintomas da infecção já desapareceram dois ou três dias depois. Os sintomas podem até ter desaparecido, mas a bactéria, certamente, continua lá. Se você não tomar o medicamento pelo tempo prescrito pelo médico, a doença pode voltar”, diz Simão.

Segundo os especialistas, a eficácia do antibiótico vai depender de uma concentração mínima de seu princípio ativo no sangue ou nos tecidos do paciente. Quando o médico receita um antibiótico de 8 em 8 horas é porque, 8 horas depois de tomada a primeira dose, 50% dela já foi eliminada. Assim, o paciente precisa tomar aquela mesma dose, 8 horas depois, para manter estável o nível do antibiótico no sangue.

ANTI-INFLAMATÓRIO OU ANTIBIÓTICO?

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), 2/3 dos antibióticos são usados sem prescrição médica. Para piorar a situação, as pessoas confundem esse remédio com anti-inflamatórios, medicamento que serve apenas para aliviar a inflamação (caracterizada por dor, vermelhidão e inchaço). São os antibióticos que atuam na infecção, mas , pelo menos em tese, não aliviam a dor. “Alguns médicos prescrevem anti-inflamatórios para tratar amidalite ou faringite. Eles vão reduzir a inflamação, mas jamais combaterão a causa da infecção”, pondera o infectologista Marcelo Simão Ferreira.

7 DICAS PARA O USO SEGURO

1. Quando suspeitar de que está com alguma infecção, não pense duas vezes: vá ao médico. Só ele tem condições de avaliar com segurança se a infecção é viral ou bacteriana.
2. Nunca vá atrás da recomendação de amigos, parentes ou vizinhos. Também não aceite sugestões de balconista de farmácia. Tenha sempre em mente: balconista de farmácia não é farmacêutico.
3. Durante a consulta, esclareça todas as suas dúvidas a respeito do modo correto de tomar o antibiótico. Informe ao médico, por exemplo, se você já faz uso de outros medicamentos.
4. Na hora de tomar o remédio, evite fazê-lo após as refeições ou, então, ingeri-lo com leite, porque isso pode atrapalhar a absorção do princípio ativo do medicamento.
5. Respeite a dosagem do medicamento. Nada de tomar dois comprimidos em vez de um na esperança de acelerar o tratamento ou de potencializar o efeito do remédio.
6. Siga à risca o horário prescrito pelo médico para tomar o remédio. Se não tomá-lo no horário marcado, saiba que isso vai enfraquecer a ação do antibiótico diante das bactérias.
7. Se apresentar os mesmos sintomas de uma doença que já teve em outra ocasião, evite repetir, por conta própria, o mesmo remédio.Lembre-se: os sintomas podem ser os mesmos; a infecção, não.

OS MAIS VENDIDOS NO BRASIL

Tópicos são aplicados diretamente na pele ou mucosas, principalmente em infecções dermatológicas.
Fibrase Cloranfenicol (Pfizer): infecções de pele.
Nebacetin (Nycomed Pharma Ltda.): infecções de pele.
Rifocina (Sanofi-aventis): infecções de pele.
Sulfato de Neomicina + Bacitracina (Medley): infecções de pele.
Iruxol (Abbott): infecções de pele.

Sistêmicos precisam atingir a corrente sanguínea para exercer o efeito desejado. Podem ser administrados por via oral, intramuscular, intravenosa e aerossol.
Astro (Eurofarma): infecções no trato respiratório superior (sinusite, laringite e otite média) e inferior (bronquite e pneumonia), na pele e em DSTs (clamídia e gonorreia).
Amoxicilina (Medley): infecções nos pulmões (bronquite e pneumonia), nos seios da face (sinusite), nas amídalas (amidalite), no trato urinário e genital, pele e mucosas.
Amoxicilina + Clavulanato de Potássio (Ems Pharma): infecções no trato respiratório superior e inferior, no trato geniturinário (cistite), na pele e em tecidos moles.
Amoxicilina (Ems Pharma): infecções nos pulmões, nos seios da face, nas amídalas, no trato urinário e genital, pele e mucosas.
Cefalexina (Medley): infecções no trato respiratório, na pele e nos tecidos moles e no trato geniturinário.

Fonte: IMS Health do Brasil

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2 thoughts on “A verdade sobre os antibióticos

  1. “Quando você toma antibiótico sem prescrição médica, elimina não só as bactérias ruins do seu organismo como as boas também”, alerta o toxicologista. 
    Ah, então se você tomar com prescrição médica o antibiótico só vai eliminar as bactérias ruins!!!Por favor, não existem bactérias ruins, e sim corpos com o sistema imunologico debilitado por meio de processos traumaticos, atualize seus conhecimentos, o Brasil esta muito atrasado nisto, estudem os trabalhos de Wilhelm Reich, Dr. Hammer, Hipócrates e outros, não acredite no que te ensinaram na universidade!!! 

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