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Posso comer após o parto?

Pesquisas liberam e parte dos médicos brasileiros já defende o fim do jejum na maternidade.

A alimentação da mãe no dia do nascimento da criança já foi totalmente proibida. Agora, uma “comidinha leve” na grande data passou até a ser incentivada por alguns obstetras.

Ainda não é uma unanimidade entre os médicos, mas a recomendação está mais recorrente nas salas de parto do País e foi liberada por pesquisas internacionais que garantiram a segurança da “boquinha”.

O jejum total, incluindo água, antes uma regra universal hoje varia de acordo com a convicção de cada especialista, confirma José Leonídio, um dos coordenadores da maternidade escola da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

“Quando não se trata de uma cirurgia com hora marcada, ou seja, a intenção da mãe ao ir para maternidade é fazer o parto normal, liberamos alimentos leves”, afirma.

A indicação de Leonídio para uma sopinha ou suco de frutas após a mulher sentir as primeiras contrações não é isolada e quebra uma indicação enraizada na rotina das maternidades brasileiras. Segundo Olímpio Barbosa de Moraes Filho, presidente da comissão de assistência ao parto da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), só a partir do ano 2000 os médicos começaram a considerar a possibilidade da mãe comer horas antes do parto e nem todos ficam confortáveis em liberar a alimentação momentos antes do nascimento do bebê.

“Nossa avaliação é de que não há contraindicação. O jejum total, inclusive, não faz bem porque a mãe precisa de energia para enfrentar, algumas vezes, horas e horas de trabalho de parto”, afirma Moraes Filho. “Ela pode ficar desidratada sem comer nada e o bebê também sofre prejuízos. Veja, ninguém está dizendo que a grávida deve recorrer a uma buchada de bode, rabada ou feijoada, mas sim bolachinhas leves, sucos, sopas. Eu elejo a água de coco como uma excelente indicação”, completa o especialista.

Deixar a mãe decidir o que ela quer comer ou beber no dia do parto – desde que seja parto natural – é uma indicação já liberada pelas pesquisas clínicas. A revista científica Cochrane Systematic Review revisou cinco estudos envolvendo 3.130 mulheres e todos consideraram seguro a alimentação leve durante o trabalho de parto.

Pontos contra

A Febrasgo reforça que os alimentos leves são liberados para mulheres que buscam o parto normal. No caso de cesáreas com data e hora marcada – nas maternidades privadas, esta modalidade responde por 83% dos nascimentos, segundo a Agência Nacional de Sáude Suplementar (ANS) – o jejum de seis a oito horas é exigência por se tratar de cirurgia que envolve anestesia. É neste ponto que os defensores da “dieta zero” no dia do parto encontram seus argumentos de defesa.

“O ideal é que a mãe não coma nada porque mesmo um parto normal pode ter complicações e exigir uma cesárea não esperada”, afirma a obstetra responsável pela Maternidade São Camilo, Ana Paula Junqueira. “Durante algumas anestesias a mulher pode ter um refluxo. Se tiver comida no estômago, ela pode engasgar com o vômito e ter asfixia. O jejum hospitalar é o que garante a proteção contra isso”, completa a médica. Já o presidente da comissão da Febrasgo acha que, mesmo que o parto normal evolua para cesárea não há risco se a paciente tiver comido alimentos leves. Como ainda não há consenso, o ideal é seguir a orientação do seu médico.

Maratona em jejum

Foi o que fez a publicitária Juliana Corbellini, 35 anos, três meses atrás, quando o filhote resolveu chegar ao mundo. Por indicação da médica, não comeu no dia do parto, sem saber da maratona que teria pela frente.

“Tive a primeira contração em casa, às 5h do dia 26 de janeiro. Meu filho nasceu às 4h50 do dia 27”, lembra Juliana. Nestas 24 horas de contrações e esforço para o trabalho de parto, por indicação médica, ela ficou “sustentada” por duas fatias de um pão com manteiga e um copo de suco. Depois disso mais nada.

“Em 24 horas de parto, acho que comer algo mais fez falta, sim, para dar forças. Digo “acho”, porque fome ou vontade de comer não dá para sentir. O que sentia era uma consciência de que precisava comer algo para me sentir mais forte”, completa a nova mãe.

Justo ela que sempre foi comilona – mas não teve um só desejo durante toda a gestação – precisou de cinco dias para ter vontade de comer. “Por outro lado, lembro que achei a primeira comida quente que me deram no hospital uma delícia. Acho que era um frango com batatas” lembra.

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Bebida alcoólica corta o efeito do antibiótico?

Todo mundo já ouviu dizer que não se deve consumir bebidas alcoólicas durante o tratamento com antibióticos. Mas será que essa afirmação é verdadeira? O clínico geral e cardiologista do Hospital Samaritano de São Paulo José Renato das Neves esclarece: “Não é verdade que o álcool reduza seu efeito, porém, pode reduzir o tempo que a substância ativa permanece na corrente sanguínea em níveis adequados”, diz o médico. Ou seja: não é uma boa ideia beber enquanto estiver tomando esse e outros remédios.

Meia vida é o tempo que leva para o organismo eliminar 50% de uma determinada droga. “Esse tempo é que determina o intervalo em que devemos tomar um medicamento”, descreve. Uma droga com meia vida de 9 horas, por exemplo, deve ser tomada a cada 8 horas para que o paciente não fique sem medicamento circulando no sangue em nenhum momento.

Como o álcool tem o efeito de aumentar a eliminação urinária, por inibir o hormônio antidiurético, o fato de ingerir álcool durante o uso de medicamentos pode fazer com que o intervalo prescrito da droga seja inadequado. “Além disso, o tempo de eliminação do álcool pode ser reduzido aumentando sua toxicidade direta ao cérebro, fígado e trato digestivo. Nesse caso, pode provocar vômitos e impedir a absorção das próximas tomadas do antibiótico”, acrescenta Neves.

Por ser uma droga que age no sistema nervoso central (no cérebro), o álcool pode tanto potencializar outras drogas de ação cerebral, como pode reduzir a ação. “Por isso, o álcool não deve ser consumido pelas pessoas que usam anticonvulsivantes, ansiolíticos, sedativos, antidepressivos e analgésicos”, previne.

O álcool também é uma droga de eliminação hepática, por isso deve ser evitado com medicamentos que usem a mesma via de eliminação, como antibióticos macrolídeos, drogas para micoses, remédios para colesterol e triglicérides e alguns medicamentos dermatológicos. E, claro, por pessoas que tenham problemas hepáticos, pois a toxicidade pode ser ainda mais grave. “Existem, inclusive, casos fatais, quando esses fatores se sobrepõem ou a pessoa tem uma sensibilidade maior às drogas”, alerta o médico.

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gravidez natural para soropositivos,é possivel?

Em condições controladas com ajuda médica, é possível um casal soro discordante para o HIV (quando um é positivo e o outro negativo) ter uma criança livre do vírus. Com base nisso, especialistas consultados pela Folha de S.Paulo apoiam a gravidez de pessoas que são soropositivas.

A publicação informou ontem que o Ministério da Saúde elabora um documento de instrução sobre o tema.

Leia a seguir a reportagem publicada nesta quarta-feira.

Médicos apoiam gravidez natural para soropositivos

Risco de transmissão do vírus é quase zero em condições controladas, dizem infectologistas

FERNANDA BASSETTE

DA REPORTAGEM LOCAL

Especialistas em AIDS apoiam a intenção do governo de orientar soropositivos que querem ter filhos a engravidar naturalmente, desde que respeitem condições específicas.

Reportagem publicada ontem pela Folha informou que o ministério elabora um documento para ser apresentado em junho que instrui esses casais sobre a forma mais segura de reprodução natural.

De acordo Andrea da Silveira Rossi, consultora indicada oficialmente pelo ministério para falar sobre o tema, a estratégia de redução de riscos inclui: fazer sexo desprotegido na data exata do período fértil; estar com a carga viral baixa; ter o CD4 (células de defesa) elevado e não ter outras doenças.

“Pessoas com HIV podem ter filhos. A transmissão depende da quantidade de vírus presente no sangue. Se a carga viral estiver baixa e a doença, rigorosamente controlada, o risco de transmissão é praticamente zero”, afirma o infectologista Ésper Kallás, professor da USP.

Segundo Kallás, estudos internacionais envolvendo gravidez de casais em que apenas um tinha o vírus não detectaram transmissão -o que reforça a tese de que, em casos especiais, o risco é mínimo.

“Isso é tão verdade que a Suíça, por exemplo, abre a possibilidade de casais com a carga viral controlada não precisarem usar CAMISINHA em todas as relações sexuais”, diz Kallás.

Juvêncio Furtado, membro do comitê de HIV/AIDS da Sociedade Brasileira de Infectologia, diz que nos últimos dois anos atendeu seis casais nessas condições. “Nenhum parceiro se contaminou e todos os bebês nasceram saudáveis.”

Mas tanto Kallás quanto Furtado reforçam que a orientação não pode ser generalizada. “Não dá para os pacientes tomarem a decisão sozinhos. É preciso ter certeza de que essa é a melhor solução”, diz Kallás.

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, disse ontem que ainda não tomou uma decisão sobre o documento . “O que nós queremos é que todas as brasileiras que queiram ter filhos os tenham em condições seguras para si e para os seus bebês”, afirmou. “Mas ainda não há nenhuma definição de como isso vai ser feito.”

Colaborou a Sucursal de Brasília

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Os efeitos do ácido fólico

“Na riqueza e na pobreza, na saúde e na doença”, são algumas das palavras mais comuns ouvidas em casamento votos. Mas o que é muitas vezes esquecido é a saúde dos futuros filhos do casal. As futuras noivas com pretensões a serem mães deveriam começar a pensar em dizer “eu aceito” a tomar um multivitamínico diariamente com 400 microgramas (mcg) de ácido fólico por dia – para proteger a sua própria saúde e a saúde dos seus futuros filhos.

O folato é uma vitamina B solúvel em água que existe em vários alimentos, como vegetais verdes folhosos, enquanto que o ácido fólico é a forma sintética de folato que é encontrada em suplementos e adicionados aos alimentos fortificados. Esta vitamina B essencial ajuda a criar e manter células saudáveis, o que é especialmente crítico para o desenvolvimento fetal. Estudos têm mostrado que, se tomados antes e durante o início da gravidez, o ácido fólico pode reduzir significativamente o número de defeitos congênitos do cérebro e da coluna até 70 por cento.

Apesar do programa de fortalecimento alimentar, que enriqueceu pães, cereais, farinhas, massas, arroz, grãos e outros produtos com ácido fólico, a média de mulheres não grávidas caucasianas recebe apenas 128 mcg de ácido fólico por dia a partir de alimentos fortificados, de acordo com um estudo publicado em Maio de 2007 no Jornal Americano de Nutrição Clínica– as mulheres hispânicas e africanas recebem ainda menos ácido fólico na sua dieta diária.

“Sabemos que quase metade de todas as gravidezes não são planejadas e que são a mulher, em média, está recebendo menos de um terço da quantidade recomendada de ácido fólico. Também sabemos que as probabilidades do bebé nascer com um defeito congênito poderiam ser grandemente reduzidas em mulheres em idade fértil se obtivessem a quantidade recomendada de ácido fólico “. A maneira mais fácil de reduzir o risco de nascimentos com defeitos congênitos passa pelas mulheres começarem a tomar um multivitamínico com 400 mcg de ácido fólico diariamente – e não depois de se engravidar, diz o Dr. Jordan.

“As evidências sugerem que a incidência de defeitos no tubo neural poderiam ser diminuídas até 70 por cento, se todas as mulheres tivessem uma alimentação rica em folatos no período conceptual e pré-conceptual”, diz o Dr. Jordan. “O tubo neural começa a fechar no primeiro mês de gestação, muitas vezes antes de a mulher perceber que está grávida, dai a importância de tomar folatos mesmo antes de engravidar.”

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Grávidas que usam laquê podem ter bebês com deformações

A exposição ao laquê durante a gravidez pode aumentar o risco de bebês nascidos com más-formações no sistema genital-urinário, segundo um estudo do Imperial College, de Londres, publicado pela revista Environmental Health Perspectives.

Os autores do estudo asseguram que as mulheres que são expostas aos ftalatos, compostos químicos presentes no laquê, poderiam correr maior risco de ter filhos com hipospádia, uma anomalia congênita que evita que o pênis se desenvolva corretamente.

As crianças que sofrem desta má-formação costumam apresentar o meato urinário (orifício da uretra) em algum lugar da parte inferior da glande, no tronco ou na área de união entre o escroto e o pênis.

Os pesquisadores esclarecem que o perigo não está no uso doméstico do laquê, mas no caso das mulheres grávidas que estão expostas a maiores doses por razões de trabalho, como no caso das cabeleireiras e funcionárias de centros de beleza.

O estudo examinou o caso de 471 mulheres que tinham tido filhos com hipospádia e de um número similar de mulheres com bebês sem más-formações, e chegou à conclusão que a exposição ao produto nas mulheres do primeiro grupo tinha dobrado os casos em relação ao do segundo.

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Gengivite pode levar a parto prematuro.

Um estudo da Case Western Reserve University, em Cleveland, no Estado americano de Ohio, e da Hathaway Brown School, da cidade de Shaker Heights, no mesmo Estado, indica que bactérias encontradas nas bocas de gestantes podem contribuir para nascimentos prematuros de bebês. A pesquisa foi publicada na edição de abril do jornal Infection and Immunity e divulgada nesta quinta-feira pela Sociedade Americana de Microbiologia. A pesquisa indica que a gengivite, um problema comum durante a gestação, aumenta a concentração de bactérias na boca e a possibilidade de transmissão desses microorganismos para a placenta pela corrente sanguínea.

De acordo com a sociedade, cerca de 12,7% dos nascimentos nos Estados Unidos são prematuros, o que indica um aumento de 36% nos casos nos últimos 25 anos. A infecção intrauterina é a principal causa de nascimentos prematuros e abortos. Durante um longo período, a infecção intrauterina foi associada a bactérias encontradas na vagina das grávidas, contudo, estudos recentes indicam que bactérias achadas na boca também podem causar o problema.

Os pesquisadores de Ohio ainda identificaram um grupo de bactérias capazes de colonizar a placenta de camundongos, sendo a maioria originária da cavidade oral e associadas com problemas na gravidez em humanos.

De acordo com os cientistas, os resultados podem levar a terapias para reduzir constantemente a quantidade de bactérias nas bocas das gestantes, o que pode contribuir para uma gestação mais saudável.

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Maioria das cesáreas é marcada para antes da hora no Brasil

Cresce no Brasil a prática de marcar o parto para assim que a gestação completa 37 semanas, momento em que o bebê deixa de ser considerado prematuro.

Um estudo da Unifesp mostra que cerca de 60% dos nascimentos acontecem com 37 ou 38 semanas de gestação –quando a gravidez dura cerca de 40 semanas. Segundo consensos internacionais, o ideal é esperar no mínimo 39 semanas. Antes disso, aumentam as chances de complicação para o recém-nascido, como desconforto respiratório e icterícia.

“A tendência é mundial. Está havendo uma antecipação do parto. Antes, os bebês nasciam com 39 ou 40 semanas”, diz Cecília Draque, neonatologista do departamento de pediatria e neonatologia da Unifesp, uma das autoras do estudo.

Segundo a pesquisa, o número crescente de cesáreas eletivas (aquelas em que é possível escolher a data) tem levado ao aumento dos partos com idade gestacional inferior à ideal.

“Hoje não se espera a mulher entrar em trabalho de parto”, diz o obstetra Marcos Tadeu Garcia, diretor da clínica de ginecologia, obstetrícia e neonatologia do Hospital Ipiranga. “Médicos e mães optam pelo conforto da agenda. Isso nos assusta, porque esses bebês nascem sem estarem prontos.”

Bebês que nascem antes do término da trigésima-nona semana têm mais risco de precisarem de intervenções terapêuticas do que os que nascem bem no fim da gravidez. O estudo mostra que ficam mais dias internados e vão mais para a UTI. “A interrupção da gestação antes de 39 semanas só deve ser feita com estritas indicações médicas”, diz Draque.

A pesquisa seguiu mais de 6.000 recém-nascidos em uma maternidade particular de São Paulo. Os bebês não tinham anomalias congênitas e as mães passaram por pré-natal.

“Conheço casos de médicos que marcam até para a 35ª semana. Qualquer coisa é desculpa: ou vão viajar para algum congresso, ou não querem que a mãe encha a paciência deles ligando às duas da manhã. A mulher também pode insistir, às vezes a avó manda marcar, ou a mulher não aguenta mais o fim da gravidez… enfim. O bebê vai precisar de um atendimento, mas o médico já passou a responsabilidade para o berçário”, diz Renato Kalil, obstetra do Hospital Albert Einstein. Segundo Kalil, 12% dos bebês não prematuros nascidos de cesárea passam pela UTI. De parto normal, só 3%. “O parto normal está mais falado, mas a indicação de cesárea continua a mesma baixaria”, afirma.

“Muitas vezes a própria família pressiona o médico”, afirma Renato Augusto Moreira de Sá, presidente da comissão de perinatologia da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia.

Antecipar o parto também é perigoso porque há chance de erro de cálculo da idade gestacional. Se a mulher não fez um ultrassom no início, que estima com maior precisão essa idade, ela pode estar grávida há menos tempo do que pensa.

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Vitaminas no final da gestação podem prejudicar a gravidez

Para as gestantes que têm uma alimentação saudável, tomar suplementos vitamínicos nos últimos meses de gravidez pode trazer mais prejuízos que benefícios, segundo estudo da Universidade de Leeds, no Reino Unido. De acordo com os especialistas, continuar tomando as vitaminas pré-natais – que são vendidas sem receita e anunciadas como benéficas na gestação – no terceiro trimestre de gravidez pode triplicar os riscos de parto prematuro.

A análise da alimentação e do uso de suplementos de 1,3 mil gestantes no Reino Unido indicou que, entre as mulheres que tomaram vitaminas em algum momento da gestação, 80% não apresentavam maiores riscos de parto prematuro, comparadas àquelas que não tomaram nenhum suplemento. Entretanto, aquelas que tomavam vitaminas no terceiro trimestre de gestação eram três vezes mais propensas a estarem entre os casos de parto prematuro.

Os pesquisadores não sabem as razões exatas dessa relação, mas destacam que a interação entre diferentes vitaminas e minerais pode levar a uma redução nos nutrientes disponíveis para o feto, principalmente porque a maioria das participantes se alimentava bem. Os únicos nutrientes que elas não conseguiam com a alimentação seriam vitamina D, ferro, selênio e iodo. Devido a diversos pontos fracos do estudo, os especialistas destacam a necessidade de mais pesquisas para confirmação, e, enquanto isso, ressaltam que o melhor para as gestantes e seguir as orientações médicas e ter uma alimentação saudável.

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DST e gravidez

As Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) são causadas por vários tipos de agentes. São transmitidas, principalmente, por contato sexual, por meio do sexo sem proteção – sem o uso de camisinha – por uma pessoa que esteja infectada. Geralmente, se manifestam por meio de feridas, corrimentos, bolhas ou verrugas. “As mulheres, em especial, devem ser bastante cuidadosas, uma vez que, em diversos casos de DST, não é fácil distinguir os sintomas das doenças das reações orgânicas comuns de seu organismo. Isso exige da mulher consultas periódicas ao médico. Algumas DST, quando não diagnosticadas e tratadas a tempo, podem evoluir para complicações graves, como a incapacidade de engravidar e até mesmo a morte”, diz o ginecologista e obstetra Aléssio Calil Mathias.

Uma das principais preocupações relacionadas às DST é o fato de facilitarem a transmissão sexual do HIV. Por seu caráter pandêmico e sua gravidade, a AIDS representa um dos maiores problemas de saúde pública da atualidade. No Brasil, desde a identificação do primeiro caso, em 1980 até junho de 2008, já foram identificados, aproximadamente, 506 mil casos da doença.

DST e infertilidade
Geralmente, a população mais atingida pelas DST é formada por jovens em idade reprodutiva. “As complicações são imediatas, causando inflamação nos genitais internos do homem e da mulher — o que pode provocar a infertilidade de ambos. Apenas uma minoria, entre 20% e 30% dos doentes, percebe algum sinal ou sintoma”, reforça o médico.

As doenças inflamatórias da pelve são as grandes vilãs da fertilidade. Decorrentes de DST, como a clamídia e a gonorréia, afetam o útero, a tuba uterina e os demais órgãos reprodutivos. “As inflamações na pelve podem resultar também em aderências nas trompas, que dificultam o processo de mobilidade do espermatozóide na busca pelo óvulo”, informa o ginecologista.

De acordo com o Centers for Disease Control and Prevention dos Estados Unidos, mais de um milhão de mulheres contrai uma inflamação pélvica a cada ano. Deste contingente, cem mil tornam-se inférteis. A American Social Health Associated reporta que 15% das mulheres com problemas de infertilidade podem atribuí-los ao dano causado por uma inflamação pélvica advinda de uma DST não tratada.

DST e gravidez
Quando as DST acometem gestantes podem atingir o feto durante seu desenvolvimento, causando-lhe lesões. “Podem também provocar uma interrupção espontânea da gravidez (aborto), determinar uma gravidez ectópica (fora do útero) ou causar o nascimento de crianças com malformações. Durante o parto, podem atingir o recém-nascido, causando doenças nos olhos e pulmões. Diante dessas possibilidades, o acesso das mulheres ao diagnóstico precoce e ao tratamento adequado de todas as DST é fundamental. Some-se a isto o uso de preservativos em todas as relações sexuais, método mais eficaz para a redução do risco de transmissão, tanto das DST, quanto do vírus da AIDS”, defende Mathias.

A afirmação do médico é reforçada por um estudo feito pelo Programa Nacional de DST e AIDS, do Ministério da Saúde. Ao todo, foram analisadas 3.303 gestantes em São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Manaus, Fortaleza e Goiânia. Realizada entre 2004 e 2005, a pesquisa reuniu grávidas com até 29 anos e parceiros estáveis e mostrou que 42% delas apresentaram algum tipo de DST. Os resultados mostraram, ainda que 49% das grávidas nunca usam preservativo com o parceiro fixo. E cerca de 17% teve mais de um parceiro sexual nos 12 meses anteriores. “O objetivo do estudo foi mostrar quantas mulheres têm doenças sexuais e não sabem. Muitas pacientes ficam espantadas quando são examinadas e descobrem que adquiriram uma DST durante a gravidez. A maioria acha que está protegida pelo bebê”, diz o ginecologista e obstetra Aléssio Calil Mathias.

Os problemas mais encontrados nas gestantes que participaram da pesquisa foram a clamídia – infecção que pode danificar o aparelho reprodutivo da mulher – e a sífilis – que é transmitida através do contato direto com a ferida. Estimativas oficiais apontam a prevalência de sífilis em 1,6% das mulheres no momento do parto, aproximadamente 49 mil grávidas.

A sífilis na gestação foi incluída como doença sexualmente transmissível de notificação compulsória devido à sua elevada taxa de prevalência, de transmissão vertical e da alta mortalidade. A incidência de sífilis em parturientes é 4 vezes maior que a da infecção pelo HIV (0,42% das mulheres, 13 mil grávidas infectadas pelo HIV no momento do parto). É considerada infectada toda gestante que durante o pré-natal, no momento do parto ou curetagem apresente evidência clínica de sífilis, com teste positivo ou não realizado.

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Gravidez aos 40

As mulheres contemporâneas, em geral, andam priorizando suas carreiras. Esse fato, aliado a demora em encontrar um parceiro estável, que transmita segurança para se ter um filho, faz com que muitas delas adiem o sonho da maternidade e acabem tendo sua primeira gravidez depois dos 40 anos. A maternidade tardia se tornando uma tendência da vida moderna. O número de mulheres que engravidam aos 40 anos dobrou nas duas últimas décadas criando um tipo de família diferente, pois quando seus filhos tiverem 30 anos suas mães terão 70.

Especialistas comentam que a gravidez aos 40 deve ser uma exceção, e não uma regra, visto que, apesar da medicina estar avançada e ter mudado, os aspectos biológicos continuam os mesmos. Conforme a idade vai avançando a taxa de fertilidade da mulher diminui e a de abortamento aumenta.

Para elas, a melhor idade para se engravidar é entre os 18 e 30 anos. Passado esse período os riscos aumentam gradativamente, por isso não é recomendável deixar para engravidar depois dos 35 anos. Antes dessa idade o risco de um filho nascer com síndrome de Down é de 1 em 600, mas após os 35 a taxa é de 1 em 100. A mãe aos 40 está mais sujeita a ter também pressão alta e diabetes, que podem acarretar complicações na gestação.

Mais da metade das mulheres acima dos 40 anos é infértil, pois, ao contrário dos homens que produzem espermatozóides durante toda a vida, a mulher já nasce com todos os ovários produzidos. O tempo vai envelhecendo-os, fazendo com que a taxa de fertilidade caia conforme a idade avança. Por isso, especialistas comentam que aos 40 anos as mulheres estão com o organismo mais voltado para a menopausa do que para a gravidez.

A mulher com esta idade sofre maior desgaste físico que as que engravidam na idade recomendada. É como se a gravidez acelerasse um desgaste de 3 anos nessa mulher que normalmente tem menos pique e também menos condições físicas para passar por essa fase.

Lembre-se que, independente da idade, o mais importante é cuidar da saúde, principalmente durante a gravidez. Atualmente há mulheres de 40 anos muito mais saudáveis que as de 20, e praticam esportes, controlam o peso e não fumam. Caso você seja uma mãe de 40 anos ou mais é indispensável o acompanhamento mais aprofundado de um médico ginecologista e obstetra.

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