Projeto da Paraíba recebe Prêmio CNI 2009 após desenvolver o projeto de um Gerador de hidrogênio. 7 de dezembro de 2009O SENAI/PB foi premiado na noite de ontem, dia 17/11, durante o 4º Encontro Nacional da Indústria - ENAI, que está acontecendo em Brasília. O SENAI paraibano ficou classificado em segundo lugar no Prêmio CNI 2009 após desenvolver o projeto de um Gerador de hidrogênio eletrolítico de pequeno porte utilizando válvula hidropneumática equalizadora de pressão.
O projeto desenvolvido pelo Centro de Inovação e Tecnologia Industrial - CITI em parceria com a empresa Laboremus Indústria de Máquinas e Equipamentos Agrícolas Ltda de Campina Grande, concorreu na categoria Inovação e Produtividade, com mais duas empresas, um de São Paulo e outra do Paraná.
Estiveram na solenidade o presidente da Federação das Indústrias do Estado da Paraíba - FIEP, Francisco Benevides Gadelha, o gerente do CITI, Josué Casimiro e o diretor comercial da Laboremus, Fabiano Dias de Souza que recebeu o troféu das mãos do presidente da Confederação Nacional da Indústria - CNI, Armando Monteiro Neto.
O Prêmio CNI é o justo reconhecimento para quem faz o Brasil crescer. Cada edição destaca as melhores práticas empresariais para viabilizar uma produção eficiente e sustentável, resultando no aumento de competitividade.
O projeto paraibano foi desenvolvido através do Edital SESI SENAI de Inovação o projeto já está em uso no mercado e é revestido de impactos sociais, econômicos, e tecnológicos já que as indústrias e laboratórios que realizam as análises químicas de componentes em alimentos terão mais qualidade e um menor custo, além de um incremento tecnológico e promoção da capacidade inventiva.
Trata-se de um reator acoplado a uma válvula hidropneumática a ser utilizada no processo de obtenção de hidrogênio, o que possibilita com sua operação um equilíbrio das pressões dos elementos, separados, hidrogênio e oxigênio, dentro do reator eletrolítico, eliminando dessa forma, a utilização de compressores para o uso dos gases. O hidrogênio, assim obtido, pode ser armazenado em estado gasoso em tanques de pressão ou resfriados até próximo à solidificação por processos de criogenia. Industrialmente o uso em forma gasosa é mais econômico face ao elevado custo do resfriamento.
Saiba mais sobre o Gerador de Hidrogênio Eletrolítico
As indústrias de pequeno e médio porte de alimentos consomem mensalmente em média, entre 1m³ a 15m³ de hidrogênio na realização de diversas análises pelo processo de cromatografia, com investimentos de aproximadamente 130.000,00/ano, ocasionando significativo impacto no preço final dos produtos. Há que se chamar atenção ainda para o fato de que as empresas que possuem ou estão em processo de implantação do sistema ISO nos segmentos alimentos e bebidas e sucro-alcooleiro, necessariamente utilizam por norma, cromatógrafo a hidrogênio.
A estrutura do gerador foi construída em duas etapas, tendo início na oficina de metal mecânica do Centro de Inovação e Tecnologia Industrial, sendo realizada pelos técnicos do SENAI e dada seqüência na oficina da própria empresa parceira, com todo o devido acompanhamento dos técnicos do SENAI. Todo o processo de desenvolvimento do gerador, também foi acompanhado por um consultor técnico responsável pelo pedido de patente junto ao INPI. O equipamento desenvolvido no âmbito do projeto reúne eficiência, versatilidade e design arrojado, podendo ser facilmente transportado e instalado, apresentando baixo custo operacional e manutenção. fonte: www.paraiba.com.br |