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Sonda Nasoenteral


Tubo de silicone usado para alimentação quando o alimento não pode passar pelo trajeto normal

A sonda nasoenteral é uma sonda colocada pelo nariz que chega até o intestino(por isso a expressão enteral, que provém de intestino).

Ela leva alimento que deve ser o mais simples possível em sua composição visto que ao chegar no intestino uma grande parte do processo digestivo já deveria ter sido realizado. Esse alimento mais simples permite que haja uma absorção mais completa pelas micro vilosidades que existem no intestino e que são responsáveis pela absorção dos nutrientes.

Esse tipo de sonda só deve ser realizado por um profissional de nível superior (médico ou enfermeiro) e a sua manutenção é muito simples.

Uso

Os usos de sondas para suporte nutricional, são de extrema importância e reconhecida como fator definitivo na recuperação de doentes, devido aumento da prevalência de doenças crônicas na população, especialmente nos idosos, pois permite o aporte de nutrientes. Sua indicação esta também associada as patologias que levam a dificuldades na deglutição, impossibilitando a alimentação por via oral.

O método utilizado é pouco invasivo, mas exige cuidados especializados. Ter conhecimento das técnicas de introdução das sondas, métodos para realizar a administração das dietas, saber reconhecer os riscos e complicações que possam advir dessa terapia, são fundamentais.

Muito conhecida e utilizada hoje, a sonda DOBBHOFF, (fabricada por Dobbie e Hoffmeister na década de 70) são fabricadas em poliuretano e silicone, não sofrem alteração física em contato com o PH ácido do estomago, são flexíveis, maleáveis e duráveis. Seu calibre é fino, com uma ogiva distal (tungstênio) possibilitando seu posicionamento além do esfíncter piloro, permitindo também o fechamento dos esfíncteres durante seu trajeto (Cárdia e Piloro).

Hoje, as vias mais utilizadas para alimentação por sondas são: via Nasogástrica, Nasoentérica e Ostomias (Gastrostomias, Jejunostomias). As sondas de polivinil devem ser utilizadas somente para drenagem de secreções devido serem de material que pode deteriorar mais facilmente e por causarem irritação em contato com a mucosa por longo período.

No momento da alta hospitalar, os familiares recebem muitas e extensas informações/orientações/cuidados, a respeito da doença e aos novos dispositivos agregados a ele: sondas, cateteres, curativos, etc. Ocorre muita dificuldade em absorver os conhecimentos e cumprir as novas tarefas, sendo fundamental o acompanhamento domiciliar destes doente-idosos.

No domicilio, alimentar o paciente via sonda, seja nasogástrica, nasoentérica ou por ostomia ( Gastrostomia), e necessário a cooperação dos familiares, cuidadores e paciente. Devemos estimulá-los e ensiná-los sobre a importância da terapia, fornecendo-lhes informações sobre a enfermidade e a necessidade do uso da sonda, deixando-os mais seguros, diminuindo suas ansiedades, garantindo melhor resultado na aceitação e no aprendizado dos cuidados com a manipulação e administração da dieta, diminuindo os riscos de complicações.

Orientação e Cuidados Gerais

As orientações dispensadas aos pacientes, familiares e cuidadores, relacionam-se aos cuidados com:

Manuseio da sonda – cuidados com retrações, pois pode ser deslocada do posicionamento correto. Exemplo: durante o sono, banho, mudança de decúbito ou pelo próprio paciente.

Limpeza/Higiene/Fixação – Após banho seca-la e trocar a fixação (Nasogástrica, Nasoentérica) da face, devendo estar sempre limpa e seca, evitando o desconforto para o paciente, odores desagradáveis, higienizar as narinas do paciente e tomar cuidado para não tracionar a asa nasal ao fixar a sonda, causando lesões. As vezes se faz necessário restringir as mãos do paciente com luvas sem os dedos, para impedi-lo de retirar a sonda, como pode ocorrer com doentes com demências, agitação motora, quadros de confusão mental, etc.

Administração de dieta, infusões de líquidos e medicamentos – posicionar o paciente sentado e ou, sendo acamado, manter cabeceira elevada por no mínimo 30 graus, (diminuindo riscos de aspirações de dieta, refluxos gástricos), e não deitar o paciente logo após ingesta alimentar e hídrica, lavar a sonda com água filtrada após administração de dietas (1 -2 seringas de 20 ml), medicamentos, mantendo sua permeabilidade, evitando obstruções por resíduos alimentares. Havendo obstruções, pode se realizar manobras para desobstrução, infiltrando água morna (ideal com seringa de 50 ml).

Observação e detecção de anormalidades – obstrução, vazamentos, quebras dos conectores das extremidades proximais, Se (gastrostomia,) proteger a pele se houver contato com conteúdo gástrico, para evitar formação de lesões, inflamações, infecções.

Tempo de troca – determinado pelo protocolo do serviço de acompanhamento do paciente.

Complicações com o uso da sonda

1. Infusões rápidas – levam a quadros de distensão abdominal, diarréias, vômitos.

2. Refluxos gástricos e pneumonias aspirativas – podem ser observadas pelos familiares na presença de agitação, tosse, dispnéia, cianose de face. (idosos acamados, seqüelados, afásicos, com reflexos diminuídos).

3. quadros de constipação intestinal, flatulências – necessitando readequação nutricional, sendo de grande importância aos familiares e cuidadores, observarem a presença de eliminações fisiológicas(volume, quantidade, aspecto, consistência, etc.).

Vale reforçar, que, o paciente no domicilio, deve ser acompanhado sempre por uma equipe multiprofissional e multidisciplinar, cabendo a nutricionista, definir a terapia nutricional mais indicada, também avaliando e acompanhando os resultados e adequando as alterações necessárias a cada paciente, levando em conta seu histórico alimentar, histórico de doenças, tipos de sonda, etc, orientando também , familiares e cuidadores.

Técnica de sondagem

– procedimento é de responsabilidade do enfermeiro ou médico
1. Características da sonda nasoenteral
A sonda nasoenteral tem comprimento variável de 50 a 150 cm, e diâmetro médio interno de 1,6mm e externo de 4 mm,com marcas numéricas as longo de sua extensão, facilitando posicionamento, maleáveis, com fio guia metálico e flexível, radiopaca.
2. Cálculo do tamanho da sonda a ser empregada
Fazer uma medição do lobo da orelha a ponta do nariz até o apêndice xifóide, adicionando-se mais 05 a 10 cm.
3. Instalação da sonda
A instalação da sonda pode seguir vários procedimentos dependendo de normas e rotinas de cada instituição, porém alguns passos são universais, como: a) após a instalação, o paciente deve ficar pelo menos 4 horas em jejum para não haver náusea ou vômitos; b) evitar muitos adesivos que possa prejudicar a visão do paciente; c) não infundir a dieta rapidamente, pois pode causar diarréia; d) manter o paciente em posição sentado ou semi-sentado durante e após o processo de administração da dieta; e) dar preferência ao uso de “bomba de infusão” para um melhor controle da dieta; f) utilizar as sondas de fino calibre que diminuem o risco de refluxo gástrico, conseqüentemente previne as pneumonias aspirativas.

Cuidados com pacientes que fazem uso de sonda nasoenteral:

1. Certificar a posição gástrica através da ausculta com estetoscópio em região epigástrica, injetando 20 ml de ar, aspirar conteúdo gástrico e realizar RX torácico/abdominal,
2. Deixar o paciente em posição lateral direita para progressão da sonda para região pilórica;
3. Manter a cabeceira do leito elevada a 30 graus para diminuir o risco de bronco aspiração;
4. Administração da dieta pode ser contínua ou intermitente;
5. Controlar, quando possível em bomba de infusão para melhor manutenção;
6. Observar intolerância (náuseas, vômitos e diarréia) a alguns componentes da dieta, neste caso deve-se alterar sua composição, principalmente quando idosos;
7. Deve-se aspirar o conteúdo gástrico através sonda, toda vez que for instalar nova dieta, para avaliar a presença de resíduos gástricos Caso exista um volume gástrico aspirado maior que 200 ml suspender a próxima dieta;
8. Controlar sinais vitais, diurese, distensão abdominal, glicemia capilar, edemas, turgor da pele, dispnéia;
9. Ficar atento na fixação da sonda, alternando o local para não lesar a pele das narinas;
10. Cuidados no preparo e manuseio das sondas e dietas, de forma estéril, mantendo as dietas em refrigerador exclusivo, podendo ficar até 04hs em temperatura ambiente e 24hs na geladeira;

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11 thoughts on “Sonda Nasoenteral

  1. ESQUEÇI DE FAZER OUTRA PERGUNTA.COMO SEI QUE A SONDA CHEGOU NO INTESTINO OU DUODENO?.PARECE QUE O PROFISSIONAL TEM DE MARCAR, NA SONDA, COM UM ESPARARAPO, O,LOCAL EXATO ONDE DEVO PARAR DE INTRODUZIR AS SONDAS.

    1. vc vai mediar a sonda da ponta do nariz ao lobo da orelha, e do lobo ao processo xifóide.. como a sonda é nasoENTERICA vc vai medir mais 15 cm e vai colocar um pedacinho de esparadrapo na marca.. daí vai introduzir até aquela marcação q vc fez.. vai saber se ela estará no lugar correto qnd, apos 4 horas da sonda no paciente, o enfermeiro solicita ao medico um RaioX, que dará pra ver o caminho percorrrido da sonda e ver se ela está realmente parada no intestino delgado :D 

      Espero ter atendido a duvida :)

  2. ADOREI AS EXPLICAÇÕES ,POIS,SINTETIZAM EXATAMENTE O QUE É VERDADEIRO NA INSTALAÇÕES DAS SONDAS.DEMONSTRAM,CLARAMENTE, AS DIFERENÇAS ENTRE AS SONDAS NASOGÁSTRICASE ENTERAIS.SÓ QUE FALTARAM ALGO MAIS.ESQUEÇERAM DE MENCIONAR COMO COLOCAR AS SONDAS POR UMA DAS NARINAS,SE TEM QUE PASSAR ALGUMA COISA NA SONDA PARA FACILITAR SUA INTRODUÇÃO,SEM CAUSAR TRAUMATISMOS NAS NARINAS.E O QUE O PACIENTE PODE FAZER PARA AJUDAR,CASO POSSA,NO SENTIDO DE FACILITAR A PASSAGEM DA SONDA PELA GLOTE,FARINGE,ESOFAFO,ESTOMAGO,E DOUDENO OU INTESTINO.

  3. ADOREI AS EXPLICAÇÕES,POIS,SINTETIZA BEM A IMPORTÃNCIA EM SABER DIFERECIAR UMA SONDA NASOGÁSTRICA DE UMA ENTERAL.SÓ QUE, ESQUEÇERAM DE FALAR COMO INTRODUZIR EM UMA DAS NARINAS,SE TEM QUE PASSAR ALGO QUE TORNE A PASSAGEM DA SONDA MENOS TRAUMÁTICA.O QUE O PACIENTE PODE FAZER ,CASO ELE POSSA,PARA AUXILIAR NA INTRODUÇÃO.,ENFIM,,FALTOU ALGO MAIS.NO MAIS,ESTÁ TUDO CERTO,EM TEMPO:PODIAM CITAR ALGUMAS DAS PATOLOGIAS QUE EXIGEM O USO DA SONDA.OBRIGADO

  4. bem sonda nasogástrica ela mais rígida, vai até estomago , com finalidade de se alimentar , administrar medicação e drenar conteúdo gástrico … e nasoenteral ela flexivo  tem fio guia, tem um pendulo na parte distal da sonda é radiopaca tem a mesma finalidade que a outra sua duração é maior ele vai até duodeno …
    espero que vc entendeu.

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